Uma das temáticas da Rio+20, recentemente realizada no Brasil, reuniu o C40 – Climate Leadeship Group, composto pelas 40 principais cidades do planeta com objetivo de fixar metas de redução de gases efeito estufa. Entre as cidades do C40 estão Rio de Janeiro e São Paulo, ambas com desafios gigantescos que envolvem este tema que está diretamente associado ao trânsito caótico, falta de infra-estrutura, grande volume de automóveis e a falta de políticas urbanas que valorizem o transporte público.
Mas olhando para outras cidades brasileiras percebemos que este problema não se restrige aos grandes centros, as médias e por incrível que pareça até algumas pequenas cidades, já incoporaram este triste cenário.
Estamos as vésperas de mais uma eleição municipal, prefeitos e vereadores já tem suas candidaturas definidas e passam a lançar sobre os cidadãos seus futuros compromissos, e muitos já direcionam seu olhar para as próximas eleições presidenciais, nesse sentido é importante destacar que os compromissos assumidos agora vão além de 15 de novembro.
Cabe então um exercício de cidadania, vamos supor que o estatuto das cidades, editado em 2001, que estabeleceu importantes instrumentos para ordenar o planejamento e crescimento dos centros urbanos, fosse assumido como compromisso por nossos candidatos a prefeitos e vereadores, isto quer dizer que os mesmos estariam comprometidos a médio longo prazo com nossas cidades e que o requisito básico para adoção do conceito de sustentabilidade estaria sendo respeitado. O primeiro passo para transição da cidade do automóvel para cidade do tranporte público sustentável estaria dado.
Claro que nosso desejo é que isso não fosse apenas um excercício e que muitos de nossos candidatos assumissem efetivamente este compromisso sem estar pensando nas próximas eleições, por isso vale lembrar um ditado budista “Nos políticos não olhem a boca que fala, olhem as mãos que fazem.”
Paulo Cadallóra
Gerente de Projetos e Estratégias de Comunicação & Marketing